[EXCLUSIVA] Um Bate Papo com Paulo Gustavo

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Muitas novidades foram anunciadas aqui no blog, então para aproveitar o clima de fim de ano e o mês de aniversário do Paulo Gustavo, preparamos uma entrevista exclusiva para vocês! Foi um bate papo bem legal com novos insights sobre tudo que está rolando e vai rolar nos projetos para TV, Teatro e também para as Telonas! Confiram na integra e só aqui para o blog:

Além da Ilha acabou de estrear na plataforma da Globoplay, como foi a realizar esse projeto e quais são os diferenciais dessa série para os outros trabalhos que você já protagonizou?

Paulo Gustavo: Foi muito legal filmar a série, eu fiquei muito feliz em fazer mais um projeto com a Katiuscia e com a Monique Afradique, aproveitei e conheci também o Gabriel Godoy. A Letícia Lima eu já tinha trabalhado no Vai Que Cola, também adoro ela, enfim o elenco é maravilhoso, o André Matos também, tive a honra de trabalhar com ele, já era fã, do Guilherme Piva também. O diferencial de Além da Ilha para os meus outros projetos, primeiro foi locação! No 220 volts também tinha locação, mas as personagens ficavam mais em estúdio, cada um no seu “habitat natural”. E em Além da Ilha cada episódio puxa pro outro, com esse formato Netflix, e é diferente porque é outro gênero, aventura com terror, eu nunca tinha feito aventura com terror, geralmente eu faço comédia, então foi uma experiência diferente. Claro que inevitavelmente eu levo humor para as situações, mas não é um seriado de comédia. Eu estou em outro registro também, com o personagem, uma hora ou outra eu puxo aquele meu jeito, porque eu gosto, me divirto, o público gosta de ver também, mas na maior parte eu estou realmente em outro registro. Então várias coisinhas foram diferentes.

A série já estreou na plataforma digital da Globoplay e está ajudando cada vez mais a divulgar, com outros projetos super legais também! Eu amei fazer, tirando as cenas de pular em rio, praia, mata, que eu tenho medo de animal, cobra.. Tirando essas cenas (risos), o resto eu me diverti bastante! Nova temporada de A Vila, novos personagens e histórias, quais são suas expectativas para essa nova fase do programa?

Paulo Gustavo: Em A Vila, nessa nova temporada, o Rique vai passar vários perrengues novamente com a Violeta, porque tudo que ele faz de errado é influenciado por ela, que é uma personagem muito trambiqueira. O Rique acaba caindo nas trambicagens dela, e o diferencial dele e dela, é que ela é trambiqueira real, e ele no final se arrepende. Eles sempre se dão mal porque o Rique fica atrás de dinheiro pra pagar o aluguel dele, pra regularizar o trailer, enquanto a Violeta quer dinheiro pra gastar, e continuar devendo o trailer, o aluguel, o condomínio e tudo mais. Essa temporada agora vem com novidade, a gente tem Mumuzinho fazendo o Sinclair, que é um personagem meio Youtuber, é o neto do seu Lupércio, o cara que tem a casa mais linda da Vila. E Mumuzinho é super divertido né? Eu já era fã dele, não só como músico, mas como artista. Eu conheci ele na época do esquenta, com a Regina Casé. Tem a Patricia Travassos também fazendo a Geralda, que é uma personagem mega socialite falida, ela tem vergonha de mostrar que ela é falida, então ela vive de imagem. A gente brinca bastante com ela porque ela está sempre com roupas de animais, e isso vira motivo de deboche também. Eu amei trabalhar com a Patricia novamente, porque ela é a irmã da Dona Hermínia no filme Minha Mãe é uma Peça. Tem a Ilana Kaplan, que eu já era fã desde o Terça Insana, então quando surgiu a oportunidade dela fazer o programa eu fiquei mega feliz. Ela faz a Daysi, uma esotérica, ela está sempre em um mundo que é só dela, ninguém consegue se conectar com ela, e ela traz um tom diferente para A Vila. Tem o Maurício Manfrini que é famoso como Paulinho Gogó. Eu também estou amando contracenar com ele, um cara do bem, engraçado, divertido e aquela turma toda que estava no elenco do ano passado, Katiuscia como Violeta, a Monique como Isabela, Lucas Sales fazendo o Joca e o Ataíde Arcoverde fazendo o seu Lupércio. A gente é uma família e realmente nos divertimos muito fazendo esse programa, consequentemente o público vai se divertir bastante assistindo.

Estamos acompanhando tudo que você posta sobre os bastidores das gravações do filme Minha Vida em Marte e queríamos saber um pouquinho sobre como foi/está sendo o entrosamento entre você, a Mônica Martelli e todo o elenco na continuidade do longa. As fotos dos sets de gravação deixaram as pessoas curiosas para saber o que tem rolado nos bastidores, tem como contar um pouquinho pra gente?

Paulo Gustavo: Minha Vida em Marte é a sequência do filme Os Homens são de Marte e é Pra Lá que Eu Vou, é a personagem da vida da Mônica, assim como eu tenho Dona Hermínia na minha vida. Eu fico muito orgulhoso de participar do projeto, eu conheci a Mônica na época dos Homens são de Marte, do Candido Mendes, logo quando ela começou naquele teatrinho pequenininho em Ipanema que é mega pé quente. Eu fico super feliz em fazer o Aníbal, que eu fiz no primeiro longa, onde a Fernanda estava atrás de um grande amor, e a sequência agora é ela já casada e o casamento em crise. Eu acho que o Aníbal está ali pra ajudar ela com a amizade, com o jeito dele que é irreverente, espirituoso, engraçado e ajudar ela a atravessar esse momento difícil que é a separação. E a gente é muito parecido com o Aníbal e com a Fernanda, eu e Mônica, então não é difícil pra gente fazer esses personagens. Quando a gente quer saber se algo vai funcionar pro Aníbal, a gente pergunta: será que isso funcionaria para nós? Será que eu, Paulo Gustavo e Mônica, falaríamos isso? Então a referência pra gente saber se é possível e se está crível, somos nós mesmo. Eu adoro trabalhar com a Mônica, ela é minha amiga dentro e fora do set, na vida. Suzana Garcia, irmã dela, diretora do projeto, também é como se fosse uma irmã pra mim. A gente é muito família, juntos toda hora. Acabamos de trabalhar e queremos ficar juntos, e vamos tomar uns drinks, nos falamos uma hora da manhã pelo telefone. A gente viaja junto, dorme junto, somos muito parceiros, então acaba que mistura tudo isso. Não sabemos quando estamos dentro do set ou no quarto deitado na nossa cama. Pra gente é tudo a mesma coisa, mesma farra e a gente funciona muito nessa vibe, eu realmente sou movido a brincadeiras. Quando eu estou no set e fico livre pra brincar, pra me divertir, pra improvisar e pra criar, eu acabo levanto toda essa energia para os personagens!

A turnê com a Minha Mãe é uma Peça continua, apesar de corrido dentro da sua agenda, é bom estar nos palcos? É um sentimento diferente dos trabalhos pra TV e para as Telonas?

Paulo Gustavo: O Minha Mãe é uma Peça está em cartaz sim no teatro, claro que eu estou viajando agora esporadicamente, afinal eu fiquei 13 anos em cartaz com essa peça. Eu já fiz muito, mas é impressionante como ainda tem público, o fato de eu ter ficado 13 anos em cartaz, acho que atravessou gerações então o garoto que tinha 18 anos, hoje ele está com 28, o que tinha 15 já está com 25 e já quer levar a namorada pra ver. Realmente a Dona Hermínia foi um personagem que mudou minha vida pra sempre e depois eu levei ela pros cinemas. Foi super legal e curioso, você ver depois de tantos anos em cartaz no teatro e fazendo aquele texto que eu criei sozinho dentro de casa, em Niterói, eu ver esses personagens ganharem vida, e ganharem vida através de outras pessoas, pela ótica de cada ator que pegou cada personagem. Como é que a Patricia Travassos vai construir a Lúcia Helena, a Alexandra Richter vai interpretar a Iesa, será que ela vai fazer assim como eu imaginei? Então eu fui descobrindo ao longo desse processo e foi uma descoberta maravilhosa, uma surpresa pra mim, fico muito orgulhoso do Minha Mãe é uma Peça nos cinemas, tanto o primeiro, quanto o segundo. Não só pelo projeto, pelo texto, pela interpretação dos atores, pelas amizades que eu fiz, mas também pelo sucesso do projeto. Foi muito legal ver o primeiro filme fazer 5 milhões de público e 10 milhões no segundo, eu fiquei muito feliz!

Por falar em Cinema, você anunciou nas suas redes sociais que em abril você começa a gravar Minha Mãe é uma Peça 3, com a direção da Suzana Garcia. Dona Hermínia vem com tudo em 2019?

Paulo Gustavo: Vai acontecer, o Minha Mãe é uma Peça 3, estamos no processo de escrever, descobrir o filme. Já existem várias propostas de caminhos para seguir, já existe um rascunho, e vai vir em 2019. Eu convidei a Suzana Garcia para dirigir o terceiro longa, o primeiro foi o André Pellenz e o segundo o Cesinha (César Rodrigues). O legal desse projeto também é que eu tenho a oportunidade de trabalhar com diretores diferentes e cada um tem uma visão do projeto, isso é bom à beça porque traz frescor para a história e a princípio a gente vai estrear no final de 2019.

E aí, gostaram? Então fiquem ligados na volta de A Vila no canal Multishow e nos episódios liberados de Além da Ilha na Globoplay. Fim de 2018 e 2019 nos reservam ainda mais novidades! ;)

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